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SURFANDO NAS ONDAS DO TEMPO... NO MAR DA ETERNIDADE

E então, finalmente aconteceu
O tão grande dia
Aquele místico encontro
Em que a Eternidade se apaixonou pelo tempo
Na verdade, antes mesmo que o tempo fora criado
E não teria sido, na verdade, por ela?

O vasto Infinito...  pelo limitado espaço
E a Eternidade pôs-se a flertá-lo
Todavia, quanta indiferença se fez o tempo
Na verdade, nem a notara
Como se ela não existisse
Por aquela que seria a mais merecedora de todos os amores
Do mais digno e verdadeiro amor
Embora a Eternidade tanto perseguisse... o tempo
Todavia, nada...
Ah, o tempo! A que tão cego estava...
Coitado!

E destarte são também seus filhos
Os filhos do tempo
Os quais não percebem o toque do Infinito
Que tanto os acaricia... e os protege... e os nutre
E os ama...
E seduzidos os são pela ferrugem ou pela traça
A que devoram toda a sua prata e o seu ouro
Falsos e perniciosos valores
E que um dia serão eles também consumidos e dizimados pelos vermes
No solo em que lá habitarão
Quando su’almas já anteriormente já a foram pela letargia de seu viver
Ou duma vida a qual infelizmente nem a perceberam
Ou não a agarraram... muito menos a amaram
Almas mortas... gélidos espíritos... ainda que apenas respiravam!

Ó, mas quando virá o maior de todos os milagres?
O mais esperado... ansiado... desejado?
Em que naquele mágico momento
Naquele precioso instante
Tempo e Eternidade se cruzarão
Em que por fim todos... então seremos um
Em vital comunhão
E que nada... nada... nada os perturbará ou afetará
Nada...

Ó santa hora... a mais bela de todas... a mais aguardada
Quando o mundo deixará então de existir
Em que seus desuses serão finalmente mortos e sepultados
Tragados num lugar em ninguém o saberá
Para que não venha a correr o risco de ter alguém
Ainda a venerar suas relíquias
E assim o novo venha ser maculado pelo o que se foi
Do ilusório tempo a que a ele tanto apegamos
Ah, quantas mentiras  noss’almas abrigou!
E nós em tal grau insistimos em guardá-las...
Quanta ingenuidade... quanta cegueira... quanta insensatez!
Não! Tudo deve ser, pois esquecido
Apagado de toda a lembrança e memória

Mas... um dia ele virá!
E certo será que virá
Aquele maravilhoso e fantástico momento
Em que todos os olhos se fascinarão por sua esplêndida beleza
A que aqui só esporadicamente o vemos
Como que de gota em gota... mas que logo se vai...
E nos abandona em nossas saudades

Todavia o contemplamos...
Aquele instante... oh, a que tão breve é
E assim tão veloz passa
Qual relâmpago a iluminar nossas escuras e tenebrosas noites

Ó sublime Eternidade, em que de fato seremos nós e mais ninguém
Na nudez de noss’almas...
Quando finalmente virá?
Quando cessarão nossas sangrentas lutas?

E então o tempo passa...
Agora...no delinear da ponta de minha caneta
E na ponta dos dedos em que redijo ou digito minha vida
Da vida que o tempo, em sua generosidade, me concede
Ou da vida que habita no tempo
Ou seria o tempo a habitar na vida?
Não sei! Realmente... não sei
O que sei é que passamos no tempo
Que também passa por nós...

Tempo... tempo... tempo...
Quanto eu gostaria que o fosse... eterno!
E quem não o desejaria também?
Mas... o que é de fato a Eternidade
Senão o instante em que o Amor no tempo de nossas vidas nos visita?...

Inspirado nas vivas almas da talentosas poetisas Lumah e Luiza De Marillac Michel- ambas daqui do Recanto das Letras.

Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 13/09/2017
Código do texto: T6112975
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Sete Lagoas - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz