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PELA LUZ DOS OLHOS TEUS.

 

 

 

Para Andréa

 

 

 

Naquele instante que mais se pareceu com uma doce eternidade, eu vi pela luz dos teus olhos azuis a tua trêmula alma.

Eu entendi claramente porque ela assim se manifestou e, lógico está que, a minha alma reconheceu a tua alma naquele amoroso instante, quando tudo se envolveu de uma magia cheia de encantamento.

Minha linda, sempre existe no mundo uma pessoa que nos espera, seja no meio do deserto, seja no meio das grandes cidades, seja numa simples e saudável caminhada matinal.

Entretanto, minha loira matinal, hás de convir comigo que sempre existe uma exasperante espera e uma interminável procura.

E quando os amantes se cruzam e os seus olhos se encontram o passado e todo o futuro, notadamente, perdem qualquer importância.

Magicamente somos envolvidos por um clima ou, por uma dimensão existencial que nos arrebata para um êxtase indizível, onde nem mesmo as palavras fazem sentido.

Claro está que as almas têm as suas linguagens próprias, quando apenas nos cabe sentir e não entender a sua dialética anímica.

O tempo também passa a inexistir para dar lugar somente àquele momento continuum, que tem todas as características inefáveis de eternidade.

É neste momento que somos arrebatados para um paraíso, onde somente falamos a linguagem universal do amor a quatro lábios. O santo beijo.

Entretanto, nunca saberemos se essas pessoas que encontramos são certas ou erradas.

O que fazer?

O essencial é amar!

Agora, se eu vivo, viverei todo o tempo que me for concedido para somente te amar.

Por isso, eu te respiro a todo o instante através do amor para não morrer e viver - viver somente para ti.

Talvez aches a minha prosa poética complicada, mas explico que, a minha alma também vive trêmula de alegria, porque sinto que eu vou abandonar o meu mundo para viver somente o teu.

Lembrar-me-ei sempre de ti, porque doravante serás graciosamente lançada em meus versos.

Tu és o meu sonho, e agora, tu me ensinas a sonhar de novo.

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 25/08/2007
Código do texto: T623757
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira