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NÃO SOMOS MAIS QUE SEAREIROS.

Quando uma semente nos cai por terra.

E reiteradamente buscamo-la, sem logramos nenhum êxito... Arrebata-nos todos os tipos de sentimentos. Amofinados somos levados a deixar aquela semente ali, deitada ao bel-prazer da circunstância.

Todavia somos impelidos a seguir no arado, não obstante, em rogos à Natureza a fim de que nos refaça o ânimo e que seja para com àquela semente, sumamente generosa. E de futuro que a semente que nos pareceu perdida se transforme em grande árvore, bela, e frondosa, e acolhedora, e que seus frutos sejam essencialmente magníficos.

Ao fim de toda nossa semeadura, possamos reconciliar-nos, com nós mesmos. Chorar não somente pelas sementes que deixamos, sem saber ao certo como e  a onde, mas, também, pelo campo grademente semeado, atrás de nós, representação do nosso esforço e da crença do nosso melhor.

E agradecidos, então, entregar ao Senhor das terras, instrumentos e sementes, que nos foram confiados na grande empreitada. Devendo ainda enxugar as lágrimas e prestar-lhe conta das sementes que deixamos cair.

Reconhecendo que não somos mais que seareiros!
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 27/08/2007
Reeditado em 10/09/2007
Código do texto: T626075

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 52 anos
486 textos (16559 leituras)
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Cláudia Célia Lima do Nascimento