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SONHOS, LEMBRANÇAS E SAUDADES.

 

 

 

Houve um tempo em que caminhávamos embevecidos a estrada do nosso destino, que, idilicamente construíamos com os nossos sonhos que não eram poucos.

É verdade que a novidade e a empolgação dos primeiros momentos e, as doces promessas, trazem para a nossa vida um colorido diferente e cheio de magia.

Cria-se um etos ou uma nova práxis de vida, um estímulo diferenciado que nem uma distância, por mais que seja sentida e premida em nossos corações, poderia fazer com que adiássemos o inevitável encontro.

Tudo foi feito no mais completo clima gracioso e romântico quando, sonhando, trocávamos mensagens diárias, flores naturais, virtuais e os pequenos mimos.

Tudo nos parecia perfeito, convencidos de que, por certo, duraria uma eternidade plenamente coberta de carinhos, essa doce ternura dos Anjos.

Mas após algum tempo, muitas vezes despercebidamente e lentamente, o romantismo que se propunha durar para toda a vida, foi perdendo o empenho e a força, deixando com que a realidade do dia a dia, nos apresentasse os choques de temperamento.

Houve certa imposição um ao outro em demasia e, de forma incompreensivel, com muita severidade e exigências.

Deveríamos ter sido mais sábios, pois, às vezes ou quase sempre, a tolerância é um suporte salutar e indispensável a um relacionamento equilibrado.

Em ato continuo, começaram a surgir as evidências que apontavam para o surgimento de caminhos, que não gostaríamos que fossem enveredados.

Cegamente nos acorrentávamos um ao outro, mesmo assim, afloravam atitudes tempestivas, autoritárias e antipáticas.

 Agora, acreditamos que eram os sinais de desgaste, que acabaram por nos propiciar um desfecho nada agradável.

Construímos um castelo sem a forte argamassa do convencimento no amor, quando a sua estrutura foi sustentada apenas e somente com os sonhos.

Com o desgaste que experimentávamos e, diante de uma indisposição qualquer, as bases emocionais ruíam com os abalos sísmicos da nossa falta de tolerância e equilíbrio.

Para aonde foram os nossos sonhos?

E as promessas juradas, para aonde irão?

Agora compreendo que as forças cósmicas não estavam conspirando a nosso favor, e assim, os sonhos, as promessas e as juras de amor eterno, por certo, passarão a fazer parte do infinito.

O único evento que ainda nos resta, é a ocorrência do que Friedrich Nietzsche chamava e afirmava existir: O eterno retorno.

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 28/08/2007
Reeditado em 06/09/2007
Código do texto: T627305
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira