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Não Digas Que Me Amas

Já não fico à espera
do gesto doce, desmultiplicado
os minutos de união foram-se, sem desgaste
apenas restou esta compensação
sem ilusão, tesão, nada.
Para quê o equilíbrio nestas condições
desertificação de amor eterno, juras sem termo
ficar com o prémio de consolação?
Apenas seguir lado a lado, no primeiro lugar do coração
não minto se me disser feliz
o sorriso será, todavia, amarelo, com desencanto
pranto escondido, aquecido
mas o que te importa isso?
Ver-te a mulher do outro
não quero saber, nem ter que ver
nem a ti te possuí, nada de nada
para quê saber do outro?
Não vivo de compensação de humanos
há sentidos e alaridos
um murro na mesa, alguma ordem
e não queria apenas aliviar o meu peso
mas isso tu sabes.
Por isso não esperes, nem desesperes
se o outro te abraçar, entrega-te, deixa-te ir
mas nunca mais digas que me amas
tem pudor por quem te pode acompanhar pela vida fora...
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 29/08/2007
Código do texto: T629503

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
548 textos (58971 leituras)
50 áudios (13972 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 11:01)
Manuel Marques