Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Delicada realidade

           “Viver não é coragem, saber que se vive é a coragem.”
                   (Clarice Lispector – A Paixão Segundo GH)

Saber-me viva me assusta mais do que estar viva; saber que estou tão viva quanto o mundo e que há em mim um caos pouco menor que o dele, um caos que não desejo – ou não me esforço para – reorganizar. Sou estranha ao mundo, uma intrusa. Como este cheiro de fumaça que não sei de onde vem, e que me incomoda. E não são minhas fraquezas que me limitam, mas meu medo interior; a incompreensão de mim mesma. A palavra é o que me permite. Como escreveu Clarice, é preciso forçar a palavra para que ela diga até o que não deveria ser dito, ainda que falte estética. “[...] Se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas.” Somente por meio da palavra podemos compreender o sentido amplo (e incompleto) das coisas.

Escrito em 06/09/07.
Joyce Amorim
Enviado por Joyce Amorim em 07/09/2007
Reeditado em 17/01/2010
Código do texto: T642069
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, criar obras derivadas, desde que seja dado crédito ao autor original e as obras derivadas sejam compartilhadas pela mesma licença. Você não pode fazer uso comercial desta obra.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Joyce Amorim
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 27 anos
141 textos (15804 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 22:34)
Joyce Amorim