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Infinita Tristeza

Queria apenas a eternidade
asas sem cera nem idade
a velocidade de um falcão peregrino
contento-me com o nada, sem satisfação
na infinita tristeza da manhã perdida
dos desenganos e torpores malignos
olhares vazios em rios secos de vontade
encosto-me, sim, mas a quê?
Porquê entrar assim dentro de ti
em cruzadas de silêncio pouco inocente
emprestar algum refúgio lúgubre
aninhar os sentidos envelhecidos
no cansaço, sem abraço, demonização.
Queria apenas a vontade
de saber que fazes a caminhada da vida
sem te perderes em despedidas
dos que viajam para o reino de Hades
aprofundando as feridas
num buraco de coerência enegrecida
de entusiasmo, sem pleonasmo
ou pintura aguerrida.
Importa-me apenas a vida
que te esqueças dessa cantiga sem razão
dos tormentos e insatisfações
imponentes de vazio
credo e empatia de amantes.
Queria apenas a alegria
mesmo encurtando os versos
os acessos e a cólera
as vontades enganadoras
num comodismo de quadras reparadoras.
Queria, ainda quero
a paz e o amor a que tenho direito
o entusiasmo dos apaixonados
perdidos num novo encanto
deixar de viver nesta infinita tristeza
em sangue, com a espada sempre em riste!
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 08/09/2007
Código do texto: T643557

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
548 textos (58996 leituras)
50 áudios (13973 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 16:49)
Manuel Marques