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UMA NOITE LONGA E CRUEL.

 

 

 

 

I-                 Ainda me sinto só, assim como a lua prateada rodeada somente de astros, ventos e beijos desejados.

II-              Ah! Por que eu tenho que amar tanto essa mulher, se nem sei se um dia ela também me amou?

III-          Eu não sei se felizmente ou infelizmente, aproveito esta solidão para cismar com a lembrança fugidia dela, mas na verdade, ainda me sinto hipnotizado de amor por ela.

IV-          Neste momento ainda a pressinto, pois estou incompreensivelmente impregnado pelo seu cheiro de fêmea, e assim, me faz sentir de forma imprecisa o seu perfume íntimo de mulher.

V-             Se não me iludo, o pressentimento que me atordoa e que faz a minha alma trêmula e leve, eu quero crer que deva ser a presença de resquícios desse amor desmesurado.

VI-          Ó súcubo tentador! Ouça estes meus versos mais do que tristes, pois estou compactado a ti, assim como a argila ao solo, como os plânctons ao mar e as algas aos seus recifes!

VII-      E assim mesmo entristecido pela dor da saudade, eu te navego, pensamento por pensamento, sonho por sonho, fúria por fúria, beijo por beijo, esparramando os meus desejos como um vulcão enraivecido.

VIII-   Ó feroz cova das minhas dores! Nesta solidão horrível e na cruel impossibilidade, ainda consigo te transformar na minha sentina de sonhos e desejos.

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 09/09/2007
Reeditado em 09/09/2007
Código do texto: T644778
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira