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ALVORADA

lisieux

Misturo-me aos tons da alva e me diluo na luz que desvirginiza a calma madrugada.
Quando o dia desperta, nele eu me integro,partícula da mesma claridade que do sol emana.
Esparramo-me liqüefeita sobre a relva, parte também da terra úmida, madre, fecunda...
e me deixo absorver por ela.
Transmuto-me em seiva, alimento e, no seu seio, pulso.
Vida!
E fico a interrogar-me como  podem os dias sobreviver às trevas e renascerem, tão iguais;
os mesmos sons e cores; mesma artística paleta de luz, se o teu sorriso há muito se apagou e já não mais me conduz...


lisieux
Enviado por lisieux em 28/10/2005
Código do texto: T64593
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Sobre a autora
lisieux
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
394 textos (14454 leituras)
3 e-livros (409 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 03:13)
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