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ESSES MAL CHAMADOS VERSOS DE AMOR.

 

 

Alter Ego.

 

 

O que me diz esse meu outro “Eu”, escondido dentro de mim mesmo?

Na verdade, é mergulhado no silêncio que eu o escuto afirmar teimosamente os seguintes versos para ti:

 

I - Todos os dias e todas as horas, o que mais eu quero, é voltar a sentir a embriaguez que me causa a lubricidade estonteante dos teus lábios.

 

II – O brilho do teu olhar contém a luz da sedução, e o teu sorriso me arrebata para um mundo de canções novas, mas entendo que o teu sorriso é uma doce canção que não pode ser escrita.

 

III – Que sina minha é essa de te amar sem constrangimento? Eu gostaria que esses mal chamados versos impactassem o teu coração, para que, nessa doce tortura e numa antropofagia de amor, tu pudesses me lembrar livre e sem pudicícia, plenamente grávida de desejos.

 

IV – Quanto tocaste a minha pele e me beijaste com sofreguidão, desse momento em diante, um novo sentimento tomou conta de mim, levando-me de forma incoercível para um abismo de sensações gostosas e diferentes.

 

V – Mulher!  Tu és o meu aprisco voraz de desejos e, assim sendo, jamais esquecerei os teus arrulhos e os teus afagos. Meu amor está contido em ti, porque tu me inoculaste com os teus lindos olhos a fúria dos teus anseios e dos teus delírios.

 

VI – Se formos envolvidos pela negritude do esquecimento, hás de convir comigo que será considerado o maior naufrágio de almas amantes, porque pensei segundo as tuas promessas, que tu serias a minha última e definitiva paixão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 12/09/2007
Reeditado em 12/09/2007
Código do texto: T649392
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira