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Na lua vermelha,
prenuncio de sangue gotejando ao chão,
também vi a sombra dos amantes,
no enlace final antes da separação.
Olhei os sinais nos céus:
Marte, o senhor das guerras surge por detrás dos Pirineus.
Vênus, a doce luz abaixo da lua nova, asperge suas bênçãos sobre os casais em suas alcovas,
e a Terra descansa, na noite última dos que vão morrer antes do próximo amanhecer.
Lúgubres lamentos povoam as mentes, lábios silentes de qualquer som.
Evocam memórias de eras felizes, pintam matizes de muitos tons.
Não confio no Sol que vai nascer, nem nos prenúncios da aurora
há presságios ruins por acontecer.
Ouço as batidas de um coração... pulsando ali no horizonte,
ou seriam dois em diapasão?
Procuro a fonte alem do perdão, não encontro o eco ao longe...
Atravesso a ponte, encontro refúgio no toque da sua mão.
Entre as batalhas e a morte, celebro a vida.
Entre as dores e a sorte, volto sem ter partido, dividida:
entre o sul e o norte, sem rumo, perdida.
Ferida, morri e voltei mais forte, renascida!
Estou aqui amor, olhando a lua vermelha,
 prenúncio de sangue e escuridão.
Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 15/09/2007
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T654292
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti