Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Livre como um pássaro

Livre como um pássaro

A vida de um homem que faz o que não gosta de fazer, é triste e oprimida, vive na realidade preso, como um pássaro apanhado num passarinheiro. O sonho é um consolo, a esperança a sua força.
A sociedade é a sua gaiola, ou a sua agonizante passarinheiro e o mundo um sistema vicioso deste conceito escravizador. Neste mundo a porta é o capital e as tradições seu telhado, onde a chuva da verdade não molha e o sol da justiça não aquece e o frio da ilusão é uma constante na vida de cada prisioneiro.
Muitos estão em grandes presídios, sem saber da grande realidade que está aos seus olhos, desejam ardentemente livrar-se das grades. Pensar em alcançar a liberdade aparente. Por esta razão todos entram em choque e vão ao longo de suas vidas, condenados a travar lutas para nada e se cansam de lutar contra a liberdade fantasiada com a capa da hipocrisia; sem ter como colher alimentos justos. Voar, sem riscos de pedradas ou alçapão, não um sonho, mas realmente livre. Rumo ao seu ninho, sentir a alegria da realização de com a família encontrar; ai sim poderá ver aqueles sonhos se cumprirem. Aqueles que dentro da gaiola tivera, com a sua amada e sua prole, num  show da natureza, alimentá-los... Entretanto, como um choque de mil volts, que aos pássaros não conseguem matar, mas faz este pobre sonhador, com muita revolta, voltar ao crime em protesto a sociedade. Em lágrimas de revolta, entende que as grades é a sua verdadeira habitação.
Como eu gostaria, em um toque de mágica, que o homem entendesse a liberdade. Certamente não correria em louca fuga, nem procuraria o fumo como alternativa para vencer o tempo, ou a ansiedade; ou a bebida, para falar de amor àquela louca paixão, para fazer um discurso ao patrão, para poder conversar no seu habitat e triste vencer a insônia desmaiando em pleno chão, por não reconhecer a sua cama; ou as drogas; ou os prazeres temporários; ou o falso discurso de sexualidade; ou o falso sorriso com a sua companheira gargalhada artística. Ai então, depois, com muita força, loucamente, gritaria: eu sou um pássaro! E com suas assas voaria, como uma águia, bem alto... Longe dessa sociedade... Então livremente comeria, beberia e amaria eternamente.
Jair de Oliveira
Enviado por Jair de Oliveira em 20/09/2007
Código do texto: T660171

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Jair de Oliveira
Corumbá - Mato Grosso do Sul - Brasil, 56 anos
154 textos (6650 leituras)
3 áudios (85 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/08/17 23:26)
Jair de Oliveira