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O beijo da morte

Há fluxos de sangue escorrendo pelo tapete,
O cheiro da morte em todo lugar,
O vazio fúnebre, sinistro sobre o ar,
A cor sombria da infâme tragédia,
A faca suja reluzente à luz negra,
A voz rouca do vento avisando o terror...,
Os raios cortando o céu em tempestade,
Meio copo de cálice derramado,
Que penetra entre as frestas do chão de taco...,
Um gato preto o observa atentamente,
Três tocos de velas apagadas a mesa,
Condiz com a dor e o beijo da morte.

Os nodosos vermes se contemplam,
"Aqui jaz mais um fétido ser humano"
Não haverá complacência,
Nem tampouco piedade,
Somente o desfalecimento da carne e
agônia atormentada da alma.

Chove, chove, ininterruptamente,
O grunhido tênue do rasga mostalha,
Anunciando a partida da grande dama,
A dama da noite, princesa das trevas,
Obscura e temida, de estranha má sorte...
E nas entranhas da vida, o beijo da morte.
O grito sufocado ao qual ninguém ouviu,
Afogado em tristeza e solidão,
Arma branca empunhada à mão,
Fez-se valer todo fracasso e o desespero,
De um dia tê-lo amado o desconhecido,
Medíocre seja sempre este confalecido.

Autor: Russolini

Russolini
Enviado por Russolini em 20/09/2007
Reeditado em 20/09/2007
Código do texto: T660338

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Sobre o autor
Russolini
Santos - São Paulo - Brasil
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