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O pai de Tagan

Uma libélula linda
Mandou ele tatuar na sua pele..
Se a memória com o tempo lhe falhar,
ela estará lá para lembrá-lo de tegan.
Bem ali, na sua perna, ela caminhará com ele, e será
as vezes sombra, as vezes luz, mas sempre uma lembrança.
Talvez a tatuagem seja para que lhe perguntem o por que, e ele possa falar da sua  imensa dor.
Desejo que a libélula tatuada o faça ver libélulas  de todas as cores voando livres por toda parte.
Que possa aprender que seu menino não morreu, apenas renasceu.
Quanto a mim?
Sempre que ver uma libélula, lembrar-me-ei do sorriso do menino que não conheci e da tristeza nos olhos daquele  pai que tanto me enterneceu.
Não pode haver dor maior do que tirar a vida do próprio filho sem querer.
Sua dor se tornou também minha. Por isso a destilo nessas linhas.


Nota:Sobre  uma notícia vinda dos Estados Unidos sobre um acidente em que um pai atropelou  o filho.


Grácio Reis

Publicado no Recanto das Letras em 21/09/2007
Código do texto: T662869i

Grácio Reis
Enviado por Grácio Reis em 21/09/2007
Reeditado em 03/11/2008
Código do texto: T662869

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Sobre o autor
Grácio Reis
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
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