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PARA A MENINA DOS OLHOS MEUS.

                     - 25/09/07-

 

                         Joesa,

 

Sobre a areia da praia, um dia, eu escrevi o teu nome, mas o mar em sua teimosia o teu nome levou, depois em maio de 94 tu nasceste linda e nutrida, com as algas, o sal e os plânctons que tanto sonhei.

Agora parece que o tempo em sua presteza quer te roubar de mim, eu penso ser essa a sua inevitável empresa, levando-te de menina a uma linda mocinha com certeza.

Mas os teus olhos negros querem me dizer: Tudo é vão e passa!  Pai, tu nunca eternizarás o que é mortal, eu passarei e tu também passarás, assim como as pegadas na praia que o mar apaga.

Não, Joesa! Protestei. Só o que é vil é que perece! Tu sobreviverás, nem tudo some! Minha linda menina, em teu louvor os meus versos te eternizam e te engrandece.

Esses mal chamados versos que agora escrevo, nos céus hão de gravar o teu nome. E nesta terra entre sonhos e até a morte, viverá para sempre o nosso amor. O nosso amor será sempre um continuum aqui e na eternidade que, um dia, há de nos acolher.

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 26/09/2007
Reeditado em 14/10/2007
Código do texto: T669035
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira