Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

LUA NAMORADEIRA

Nos arredores de escorpião
Das anáguas coloridas de sidra e de mansidão.

Lua cor de sal
Por mais que se faça de rogada
Não figurará em álbum meu
Se não for natural, se não possuir majestade.

Lua de peito estufado
Sobre o céu da reclinada aurora
Donde brotam, fogosas, as estupendas anãs
Num olor de extremos, por quesito breve.

Entre navegações de mares infindos
Lance estolões dourados e se aprochegue
Como em delicado fruto da Fragaria fez o micélio.

Lua plena e serva do Aurélio
Largue as âncoras do teu coração
A uma nova porção rasteira do ‘então’
Uma ode ao impune lenço e o enxaguar de tuas lágrimas.

Meta por baixo do nariz de seu tempo, doses de batom
Do escuro ao amargo breu, ante a exatidão do espaço
[e que não lhe haja sem estilhaço]
Abrir-lhe-ão caminhos de seda, ó relutante obesa.

Saboreados quintais e astros a lhe procurarem nos beijos
Majestosos e céticos desejos lhe sepultarão as madeixas
Brindando ao longe, o infinito duradouro
Como pingo na neve, como dente de leão à brisa.

Ó mais linda e solitária lua!
Seja a namorada dos meus versos por mais apolíticos e impregnados que sejam
Se não os fossem, não seriam versos
Se caminhassem descobertos, não seriam meus.

Ó quanto descontentamento!
Ó quanto viver!
[e jamais se arrepender].
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 28/09/2007
Reeditado em 02/10/2013
Código do texto: T672362
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
732 textos (34289 leituras)
1 e-livros (249 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 01:09)
Cesar Poletto