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EIS OS MEUS ANSEIOS DE TI

               - 30/09/07 -

 

 

Para Eunice

 

 

Agora, eu quero somente esse teu riso resvalado e de infinitos gozos, quero também me emaranhar nessas melenas que são perfumadas e, por certo, tecidas de embriagantes teias. Quero enlaçar esse moreno corpo como se fosse meu, para dele fazer a minha cadeia.

Eu quero te incendiar com beijos ardentes e voluptuosos para, depois fazer ferver o sangue que circula em tuas veias. Não te espantes não, pois o fogo que tu em mim incendeias, eu o vejo em teus olhos fogosos e luminosos.

Sempre tem sido assim em meus amores, a presença de mulheres pressurosas, entretanto, nelas eu sempre encontrei as mais fragrantes e vivas flores. Que falem os meus dias e as minhas noites abismais em intermináveis dores.

Por tudo o que eu vivi e por tudo o que eu senti, jamais hei de esquecer as horas belas. Ah, elas sempre arrastam flores para a minha própria alegria, assim eu gostaria de viver contigo uma louca paixão, para que não fique somente numa venturosa fantasia.

Eunice: Rainha da quente Argélia ou do amazônico Congo, eu vejo ainda em teus negros olhos a espessa floresta dos teus ancestrais, que foi deixada para trás quando o homem branco de alma negra, em vil caravela te trouxe ao novo mundo, dilacerando e te extirpando da mãe África.

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 30/09/2007
Código do texto: T675001
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira