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Roleta-Russa

                    Roleta-Russa

Socorro!Socorro...!
Quero viver.
Quero ver meus filhos crescerem, viverem,
meus netos nascerem...
Não que ser “Presa” de mais um homem frio,
sem coração.
Malditos, prazerosos de armas nas mãos...
Podam asas de anjos,
mutilam órgãos de irmãos.
Socorro! Socorro!
Quero ver o sol nascer.
Quero poder sair às ruas a noite,
Para ver a lua cheia.
Quero abrir as portas de minha casa,
 para a alegria entrar.
Quero ver as crianças brincarem pelas ruas,
sem medo do bicho- Homem.
As fabulas já não assustam mais, nem a mula sem cabeça,
nem mesmo os lobisomens.
A realidade do dia-a-dia é que apavora todas as idades.
Até quando vamos ouvir diz: Este foi esfaqueado, aquele
foi assaltado, outro foi espancado e por fim infindável mais
um morto foi encontrado...
Uma seqüência de pessoas vai sendo eliminada.
Cadeias estão lotadas de bandidos que tiram vidas, mas
têm direito a viver.
Como se houvesse uma discriminação entre vitima e assassino
uns  morrem querendo viver e outros vivem e tiram vidas com prazer...
Socorro!Socorro!
Quero morrer de um ataque no coração!
De um câncer traiçoeiro que ira me levar aos pouquinhos.
Quero morrer em uma morte instantânea seja lá como for.
Mas quero morrer pelo destino que me escolher as mãos do criador.
Socorro! Socorro!
Quero viver,
Seja lá por quanto tempo for.
Quero acreditar que na terra ainda imperara o amor!
     

                                                   Flavia Freitas







flavia freitas
Enviado por flavia freitas em 02/10/2007
Reeditado em 20/12/2007
Código do texto: T677098
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Sobre a autora
flavia freitas
Rio Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 43 anos
203 textos (10316 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/08/17 19:07)
flavia freitas