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Farrapos de Realidade




Se quisesse pronunciar amor, diria Tu
Em todo o caso rejeito ideias feitas
Evitando assemelhar-me ao caçador de mariposas
Que deslumbrado pelos matizes fascinantes
Torna-se um carcereiro avarento.

Prefiro que voes livre e me encontres casualmente
Sempre que o encantamento te sugira os meus braços
Descobrindo neles os pólenes e o recobro
Deles partindo e a eles retornando
Recebida com as honras e os festins
De quem regressa em apoteose ao seu palácio.

Não diviso maldade nesta dependência
Com gosto me dou, tanto quanto o que recebo
São fecundos os prados dos nossos segredos
Iluminados pelos astros, não nos poupamos enlevos.

Mas o luar recorta as nuvens em farrapos de realidade
E figuras sombrias agitam-se nas águas da baía
Como se o lar delas fosse o relento do mar
Os grandes amores padecem de contratempos
Narram-no as crónicas desde o memorial do tempo.

Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 02/10/2007
Código do texto: T677508

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