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DEUS E O DESTINO

DEUS E O DESTINO.

Observei o olhar de Deus, cheguei bem perto para ver a cor de seus olhos, e conheci o arco íris. Tentei escutar sua voz, e acabei meditando na canção da chuva. Procurei ver seu rosto e vi meu irmão que vive no anonimato da multidão. Busquei sua amizade, e conheci a solidariedade da dor. Procurei o luxo que cerca Deus, e conheci uma vida de sacrifício.Quis conhecer sua beleza, um pássaro pousou em uma flor e tirou uma pétala deixando-a cair no chão. Perguntei qual sua religião, e uma poesia nasceu conhecendo o mundo do amor. Tentei conhecer melhor Deus, e me vi no meio da natureza vivendo respeitando a vida. Ofereci minha amizade, e ele me convidou a visitar os asilos e as sarjetas. Pedi sua benção, ele em sua misericórdia me ajudou a levar meu fardo. Implorei pelo seu perdão, e ele me fez renascer  das dores da vida. Perguntei qual sua canção predileta,  e um bem te vi, orquestrou uma sinfonia dos pássaros; e querendo conhecer mais de Deus quis conhecer sua leitura predileta, e ele me mostrou um poema escrito com lagrimas. E já bem mais a vontade perguntei a Deus qual era seu lazer, e ele me apontou para a solidariedade, que seus filhos praticam, e uma curiosidade veio em minha mente, e ele me respondeu , lendo meus pensamentos, que a fraternidade, e a sinceridade de uma amizade, vale mais que uma oração sem fé. Voltei para dentro de mim e olhei para o passado. e descobri o quanto deixei de agradar a Deus, não me contive derramando lágrimas pelo meu egoísmo, pelo esquecimento de um irmão que precisava de um apoio, por um beijo que deixei de dar com pressa para chegar ao nada, e pelas orações que deixei esquecidas, para tristeza de minha alma. Quando ia me despedindo, Deus me conduziu até a porta da vida e me aconselhou a ter momentos de paz comigo mesmo, de valorizar o amor da companheira, dos filhos e de quem me ama, das amizades puras que são uma raridade em forma de jóia, a não ter preconceito e nem credo, pois a alma não tem cor e nem raça, e o espírito freqüenta o templo do coração, de onde a fé brota sem obrigação de dogmas, e com sua benção, voltei ao meu mundo, com um alivio no coração, e pensando na vida prometi ao menos viver com a alma sedenta de amor.
poeta da paz
Enviado por poeta da paz em 06/10/2007
Código do texto: T683133
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Sobre o autor
poeta da paz
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 62 anos
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