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Amor a La Gullar

                                       
 

Não sei se Gullar
Gostava de pessoas “civilizadas”.
E o que é mesmo ser civilizado?
Ele mesmo disse que a poesia
Quando chega, não respeita nada.
E o que é mesmo ser civilizado?
Ele mesmo disse, “  não se detenham, façam a festa”
E o que é mesmo ser civilizado?
Depois de ler tanta poesia e
Fazer amor tributando o poeta,
Ela sai ressonando no ouvido,
Palavras que não precisavam ser ouvidas,
Que não precisavam ser  pronunciadas,
Mas é que ela atiça o jogo,
Mas é que ela atiça o prazer,
Mas é que ela atiça o amor.
E nem quer ler a vida dos poetas,
Quais são mesmo?
Não recorda agora, só vem Gullar,
Só sabe que eram poetas de muitas mulheres,
Só sabe que entraram na história por acaso,
Por acaso na cama,
Por acaso no colo,
Por acaso entre beijos ardentes,
E veias que pulsam...
Qual história?
O que é mesmo ser civilizado?
Entrar na história como meros coadjuvantes?
Entrar na história e não no coração?
Não entrar na cabeça e sim pelo sexo?
Entrar pela lua afora, pela rua afora,
Fora, fora, fora, fora...
E o que é mesmo ser civilizado?
Acatado, calado, pausado?
Pausa...
Ela precisa de uma pausa para ler novamente,
Gullar, Gullar, Gullar,
E entender o que é ser civilizado
E ter um amor de uma maneira nada convencional.


Márcia Rasia
Enviado por Márcia Rasia em 06/10/2007
Código do texto: T683365

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Sobre a autora
Márcia Rasia
Barreiras - Bahia - Brasil, 50 anos
55 textos (16549 leituras)
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Márcia Rasia