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DIO COME TI AMO!

 

Para uma Rosa Sideral:

 

Eu sei que já faz muito tempo, mas em mim, ainda não se apagou esse sentimento que apesar do longo tempo transcorrido, parece que a cada dia ele mais cresce e se avoluma dentro de mim.

Confesso que ainda vivo inundado por essa tempestade de amor, mas para desencanto e amargura minha, ela tangenciou ao longe todo esse sentimento que era naturalmente bom, lindo e sincero.

Parece estranho que eu não queira declinar o nome dessa mulher que amei e ainda a amo, entretanto, sem sombra de dúvidas que ela sabe a quem estou me dirigindo, pois Rosa Sideral só existe uma, e ela adorou este apelido que lhe dei.

Rosa Sideral seria o primeiro livro de poemas que eu iria editar em sua homenagem, mas como fomos pegos de surpresa por uma tempestade no mar da vida, soçobrou apenas o meu amor e ela naufragou solitária no seu próprio mar de dúvidas cruéis.

Hoje, eu acredito e entendo porque ela nunca me amou, mas talvez por um gesto seu de gratidão por tê-la amado, me presenteou com o ser mais lindo desse mundo: a minha filha.

Evidentemente que o livro Rosa Sideral não sairá do prelo, mas em contrapartida, ele ficará arquivado para sempre nos escaninhos secretos do meu coração, um verdadeiro sepulcro de emoções que, as faço ressurgirem, quando sinto que se levantam as doridas saudades.

Agora, eu estou trabalhando com dedicação e muito esmero num outro projeto, a fim de extrair do meu sepulcro de emoções e através dos meus mal chamados versos, canções e acrósticos, para fazer sair do prelo não a Rosa Sideral, mas sim, a linda ninfeta que dela brotou, e que agora será conhecida como Rosa Sideral Gerada.

Quando eu componho para a minha filha (Rosa Sideral Gerada), sinto um grande sofrimento e um indizível padecimento em minha alma, entretanto, a minha alegria e a felicidade vivida, é maior do que uma campina sideral, por humildemente poder lhe oferecer esses pobres e mal chamados versos de amor.

Com as pobres taboas que extrai da floresta da minha vida, eu consegui sem as ferramentas necessárias construir uma rústica e suave cabana em meu coração, para que Rosa Sideral pudesse descansar e abrigar os seus lindos olhos negros.

Hoje, a Rosa Sideral de ontem, não se abriga mais em minha cabana existencial, todavia, agora ela está invadida de direito e de fato pela sucedânea Rosa Sideral Gerada, que, ali transita livre, lépida e graciosa para apagar todas as tristezas dos meus velhos e já cansados olhos.

Obrigado Senhor meu Deus!  Pela tua infinita bondade em nos propiciar essa inefável transfusão mística de amor, pois o amor dedicado a uma Rosa Siderada, agora repousa agradecido e reverente nos olhos negros da Rosa Sideral Gerada.

 

 

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 07/10/2007
Reeditado em 09/10/2007
Código do texto: T684192
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
889 textos (140973 leituras)
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Eráclito Alírio da silveira