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A mulher

Andando pelas ruas frias e solitárias perto da localidade de habitação a que pertenço, um lugar muito violento onde frequentemente há roubos e outras ilegalidades andando pelas calçadas, eu vejo uma mulher de seus aparentes trinta anos sentada ao chão vestida de branco aparentemente bêbada, andando com meu caminhar acelerado, passo me dela tento não vê lá, mas a indiscrição é maior, quando olho aquela face eu diminuo o passo e a olho de bem perto era uma mulher jovem bem menos do que trinta anos realmente bêbada, e bem machucada, por alguma razão de meu corpo paro ali e a olho, a voz tento, tira-lhe da boca, mas não consigo ao ver tal imagem espantosa, apenas me agacho e pergunto:
  -quem é você
Ela não responde calada ouviu calada ficou, eu seguir ela até uma extremidade da região não muito habitada, a mulher andava feito zumbi, as pernas se enroscavam quase para cair, o sangue pingava deixando um rastro vermelho na rua descia de uma ladeira, quando vejo tal mulher cai no chão, vi que não tinha ninguém para socorrê-la, corri em direção a mulher,  não sei o que me deu naquela hora de desespero, mas pequei-a nos braços e corri desesperado com tal mulher suja de sangue, andando pelas ruas escuras para que eu não seja visto por ninguém, meu coração batia fortemente, quase que sai pela boca de tanta tensão e fora de si ando rasteiramente já vejo tal moradia em que me aposento, mas perto de chegar vejo alguém chegar por perto era o vigia noturno, entro num beco baldio perto dali o coração a mil, quase saindo pela boca novamente, estava parecendo um fugitivo, um criminoso, quando olho de banda no murro sujo de lodo vejo que não ninguém esta lá, corro feito um louco atravesso a rua vazia e abro a casa deixo aberta e entro e me caio ao chão com a pobre mulher depois volto e fecho a casa, estava imunda muito suja, com muita pena dei-la remédio e água limpei alguns ferimentos que ainda sangravam, resolvi banha-la na banheira de meu cômodo, pois ainda estava imunda, quando a despido vejo-me aquele corpo que os deuses fizeram e nele me instiga, olho o ventre de moça onde as água passa forasteiramente nela eu me entrego de corpo e alma a beijo e sinto seus lábios frios e seus seios iracundos na minha boca onde o deleite me espera tal gozo eu senti que minha mente entra em trance de loucura, saindo do canto do amor visto ela com um camisolão que conservava em uma de minhas gavetas, a coloco no leito a em cima da luz da lua minguante, deito ali no assoalho frio e durmo a ver, nas noites ela delirava gritava, gemia, olhava a mim e falava algumas asneiras da boca para fora, sinto ela com febre e pálida eu sinto padecer em meu leito, o dia jaz raia o sol brilha e varias noites de amor já se passaram o olhar dela já não brilha como brilhava ontem, ela em suas aparentes ultimas horas delírio me beija com seus lábios frios, que agora sinto bem, mas frios do que antes, vejo que o coração já não bate e alma daquela moça já voa bem longe dali, com tal acontecimento entro em depressão na parte de trás de minha casa há um solo sem dono e nele mandarei fazer um local de descanso a pobre moça  que jaz morrera ali, fiz uma tumba onde quase todos os dias eu vou orar por ela que me fez senti o prazer do amor.
Lucas Castelo
Enviado por Lucas Castelo em 09/10/2007
Código do texto: T686715

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Sobre o autor
Lucas Castelo
Fortaleza - Ceará - Brasil, 26 anos
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Lucas Castelo