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UMA DEDICATÓRIA ESQUECIDA.

                   - 12/10/07 -

 

Joesa Rosa,

 

Minha filha muito amada, aqueles poemas que outrora te ofereci e que merecidamente já estão em teu poder, eu te confesso agora que eles contêm uma falha.

É que na minha agonia em oferecê-los a ti, inadvertidamente, eu esqueci também de escrever uma dedicatória.

Portanto, para essa imperdoável falha, rogo-te o perdão.

Tardiamente, eu a escrevo agora:

Ei-la!

Sei que me perdoarás, pois para compor aqueles poemas que te ofereci, eu tive um grande padecimento na minha alma.

É que eu os escrevi num momento desesperado da minha vida, como bem tu podes perceber, pois naquela época as saudades e o inconsolável sentimento de perda, me martirizavam durante os dias e nas intermináveis noites longe de ti.

Depois desse calvário muito meu, os meus poemas começaram a surgir com mais ternura, vestidos com versos pacíficos, ternos e transbordantes de muito amor.

É verdade que, às vezes eu os vesti com muita elegância e humildade, porque o meu alvo eras tu, a sombra da minha saudade que para ver-te, eu tinha que fechar os meus olhos para te buscar nas profundezas conturbadas da minha imaginação em delírios.

Entretanto, hoje o meu coração vive sossegado e em festa, porque pude oferecer-te aqueles mal chamados versos de amor.

E tu sabes que a minha alegria e o meu orgulho são imensos, porque eu pude naquela época, mesmo varado de muitas dores, sublimar o meu espírito e obter a passividade para compor para ti poemas de puro amor.

Nesses poemas, eu deixei que a minha alma falasse, mesmo fugindo ao estilo literário os deixei fluir, assim como flui esse rio de amor por ti em minhas artérias, por isso, eu os vesti graciosamente com os vestígios indeléveis desse sentimento.

Portanto minha linda menina, eu quero te confessar que tudo o que existe em mim, em ti é multiplicado pela existência infinita de benquerença e muito amor.

Também eu te confesso Joesa que, agora, eu vivo em paz comigo mesmo, pois pude te oferecer sem as características do sacrifício as minhas razões de te amar tanto.

Minha linda, eu também quero te dizer que, a vida não é um problema para ser resolvido, mas um mistério para ser vivido. Pessoas que têm certas idéias sobre a vida perdem a oportunidade preciosa que ela dá de vivê-la.

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 12/10/2007
Reeditado em 12/10/2007
Código do texto: T691136
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
889 textos (141066 leituras)
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Eráclito Alírio da silveira