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*JÁ*

    *Já nada tenho a esperar,sei dos muitos devaneios em noites insones tendo a companhia do luar.
      Já não me acho na manhã acordada em total surpresa por achar-me viva ,depois das tempestades d'alma que teimaram em açoitar meu noturno e agitado pensamento.
      Já não me seduz essa manhã tão bela quanto triste como a luz e a sombra que a desenham dia.
      Já sigo enchendo os olhos com a lágrima atrevida da antiga dor que corrói meu íntimo e sulca meus traços de emoção.
      Já nada peço ao dia que brilha espalhando calor e vida,acho-me aqui e agora na mais completa escuridão da desesperança.
      Já nada quero para mim,caminho por essa estrada onde sou peregrina fugitiva de emoções.
      Já não sei para onde vou neste final de tarde ,bafejado por perfumes da vida que já não sinto vibrar em mim,sangra-me o olfato esse odor que renasce como ilusão de boas premissas.
      Já nesse tédio fico imperturbável,não me dobro ao coração que pede amor,contorcendo-se em angustiadas melodias de réquiens.
      Já hospedo o desengano,aninho em meu peito a mágoa,sou toda dor neste momento em que celebro com a voz embargada e fraca a canção que acalenta o sono de mais uma noite em sombras...
     
           16/10/07              **Marilda**
   
 
Marilda Lavienrose
Enviado por Marilda Lavienrose em 15/10/2007
Reeditado em 03/07/2017
Código do texto: T695771
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Marilda Lavienrose
Campinas - São Paulo - Brasil
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Marilda Lavienrose