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Saudades

Oh! que saudades que eu tenho, não da aurora da minha vida, nem da minha infância, pois não me vêm boas recordações infantis para torná-la querida.

As saudades que tenho são outras.

Saudades do ar puro para respirar. Das frutas sem veneno para eu comer. Da amabilidade das pessoas a se cumprimentar por gosto, e não por segundas intenções. Saudades de quando as pessoas pediam desculpas e até perdão ... pediam licença. Saudades de quando os idosos eram respeitados pela idade e as crianças inventavam seus próprios brinquedos. Saudades de quando as escolas públicas eram mais concorridas que as particulares e os carnavais eram brincadeiras inocentes e familiares. De quando os desenhos infantis, preocupados com o seu público-alvo, esclareciam "Crianças, não façam isso em casa. É perigoso.". Saudades de quando, no Natal, comemorava-se o nascimento do Redentor, e não se difundia o consumo exacerbado.

É, meu caro leitor ... certamente algumas dessas saudades não são apenas minhas, mas suas também. Agora me responda: Do que sentiremos saudades daqui a cinqüenta anos?

José Augusto G. de Almeida em: http://amoraspalavras.zip.net

José Augusto
Enviado por José Augusto em 16/10/2007
Código do texto: T697295
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Sobre o autor
José Augusto
São Paulo - São Paulo - Brasil, 43 anos
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