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Actuação

Não eram diferentes nem tão diferente. Apenas um igual igual a si próprio que sempre tinham sido. Hoje, naquele momento um pouco mais despidos de si e vestidos de mundo, fitavam no fundo fundo de olhar dos olhos o brilho... Eram quem tinham querido e bem sabido ser, sua vivência. E carregavam de cá para lá e lá para cá as lembranças e os hábitos quais grandes navios soturnos, escuros, de tripulação perdida. Uns afundando-se lentamente, outros deambulantes e à deriva, outros tantos ancorados por carinhosamente guardado em portos de abrigo. Todos eles ainda flutuantes.

Eram o grão de gente e gotículas de mundo. Gotas que podem ser de orvalho e ter função, que parecem estar em momento de lágrima e de expressividade. Gotas que são capazes de ser o desperdício e marca do acto efémero, lançadas que vão à solta, em desvario, se perdendo em espaço de espaços.

O silêncio doce era omipresente, rodeava os seus actos e gestos e palavras. Vinham para encontro de encontrar e logo perder de si próprios, tinham sido convidados para observar o espectáculo. Porque em frente, diante de seus olhos e seus corações, rodopiando em palco de vida, o amor actuava.
José Espírito Santo
Enviado por José Espírito Santo em 18/10/2007
Reeditado em 19/10/2007
Código do texto: T700301

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Sobre o autor
José Espírito Santo
Portugal, 51 anos
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