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como morte no verão-outono

eu cheiro à morte. como cadáver no corte. cheiro a morte. na pele do drogado. na derme do pouco que me resta de vida. e o que falta não é mais que a sorte de estar vivo. cheiro à morte de vida. de sangue fresco na soleira. de um crime às vésperas. cheiro à cadáver. como morte no verão-outono. cheiro à cadáver. minha pele de drogado. derme que resta de minha vida. e não falta mais nada. apenas sobra uma lembrança.
Quaresma
Enviado por Quaresma em 22/10/2007
Código do texto: T705147
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Sobre o autor
Quaresma
Recife - Pernambuco - Brasil, 38 anos
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Quaresma