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Um dia qualquer...

    Até quando ficaremos sem o sol...atmosfera pesada, cinzenta aqui, caminharei hoje a tarde, irei a um Café, um rico expresso...aliviar a cabeça, ativar o cérebro, minha azia que suporte mais um pouco, convivo com ela a mais tempo do que com minha esposa, em breve farei Bodas de Prata com uma doce azia...uma Feira de Comunicação, curiosidade, conhecimento, agregar mais um pouquinho...saco cheio hoje, com vontade de caminhar a esmo...sei lá, quem sabe uma mulher me lance um cativante sorriso, daqueles que aumentam a auto-estima e massageia o ego por uma fração de segundos...serão os meus olhos que estão cinzentos ou a tarde que está cinzenta ? Veremos...

    Aqui chove um atlântico... o céu abandonou a cartolina amassada cinza e se apoderou do celofane que teima em se agitar. A tempestade que chega é da cor dos olhos de quem?

    A Tempestade tem o reflexo que queremos, cubra-se, proteja-se, lá vem o vento desnudando os sentimentos, mas a chuva lava a alma, e carrega um pouquinho de nós, deixa-nos a melhor parte de nós mesmos...Proteja-se mais um pouco...Lá vem o vento, a ventania...

    O mar que vive em mim já não transborda mais... foi-se a época das chuvas lacrimais! Quarto amarelo... daqui pra frente, amanhecer é lei!

    O amanhecer me espera, aquece minhas ânsias, amadurece o meu sonho, o que serei no amanhecer, nada mais do que já fui...serei apenas um pouco de mim, ou serei em minha plenitude...Ah quarto amarelo, amadureça minha alma e rompa a minha crisálida...

    Atravessar-se é paciência... certezas se estilhaçam como cristal... amanhecer-se, sapiência: princípios só se justificam no final.

    No final vejo o começo, o nosso moto-contínuo, aonde ficará o fim se desconheço o início, mais um dia, soma-se um mês...tenho um ano...esse sim me trará sapiência...os anos me ensinam finalmente...aprendi mais um pouco...

    Quantas ondas quebrarão diante dos olhos? Quantas risadas? Quantos plays o jazz favorito? Quantas músicas farão calar o pranto? Quantas vezes invadir uma estrada e quantas vezes deixá-la? Costumamos nos perder no imponderável muito vezes do que tentar chegar ao ponto...

    Minha retina gravou tudo, saudades do que eu vi e não verei mais, aonde está o porto que queria alcançar, aonde aportaria minhas amarras, navego sem rumo, tal qual bússola falida, como dizia o ilustre poeta, a vida é imprecisa...faço de palavras tortas pensamentos quiçá corretos...



Escrevi em dueto com uma querida amiga Marjorie...
Proteu
Enviado por Proteu em 24/10/2007
Código do texto: T707915
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Sobre o autor
Proteu
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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