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brilho eterno do ódio e da lembrança

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança é umdos meus filmes favoritos. Acho perfeito.
O filme em si, conta a história do casal Joel e Clementine ( depois a gente vê de outros, mas scundários) que decidem apagar um ao outro da memória com uma técnica revolucionária.
Estudos recentes afirmam que tal fato até seja possível, mas ainda faltam alguns dados e um pouco mais de pesquisas. Kauffmann foi genial, mas não falarei do filme aqui. ( quem quiser procure mais sobre ele no google)

O lance é que eu queria apagar alguém. Não é nenhum namorado, nem paquerinha nem nada disso. É uma pessoa que me magoou e magoa muito. O filme fala de um casal, mas acho que isso aplicar-se-ia perfeitamente a amigos, parentes ou qualquer coisa do gênero.

É estranho ver que você foi apagado da vida de alguém. Pois é, eu fui! Fato comprovado! Por um momento, iniciei uma tristeza, mas juro que em poucos segundos esse sentimento se transformou em ódio, rancor, sede de vingança e asco. Tenho nojo. Pessoa pérfida que és. Aleivosa, energumena, fraca, desleal, enojante, podre, pútrida, pervertida. Ahhhhhhh
Urro de dor, de raiva e mais rancor. Ahhhh, desejo matar-te, que te matem, que morra. Ahhhhhhhhhhhh
Servo voraz do demônio, você é baixo e incapaz de amar.
Mentiroso, volúvel.
És um asno. Sim, um burro estúpido e que repete erros crassos. Engana, como foi enganado e não sente vergonha. Sinto repulsa.
É seu delito, sua culpa. Desviou-se do caminho porque quis, ninguém te obrigou. Fraco.
Você foi um equívoco da natureza. Todo o lixo universal depositou-se em ti, oh ser das trevas.
Você é vulgar, ordinário e despresível. Baixo - repito mais uma vez.
Ser rasteiro e rastejante. És lúgubre. Sim, indica-me luto.
És assustador, pavoroso, medonho. Funéreo.
Onde está sua luz? Não possui nada além de uma escuridão trevosa.
Por que não revidas? Teu silêncio sepulcral enoja-me. Ignora-me. Ignorar-te-ei também.
És patético.
Fui tola, sou tola e serei um pouco ainda, mas tu és maléfico. Um mal pra humanidade indefesa como eu. Aliás, como fui um dia, pois hoje encontro-me armada, munida de palavras, sentimentos e armas letais.
Ódio.
Tira-me o oxigênio para refrescar o luxo de quem não merece. De pessoas baixas, vis e vulgares como tú.
Chorei e arrependo-me. Deveria tê-lo foiçado ao invés de chorar. Teu sangue deveria ter escorrido, não minhas lágrimas.
És o famigerado fanfarrão, mas sei do teu passado. Conheço-te.
Com isso, auguro teu futuro. Será penoso.
Quero arremessar-te pro inferno numa catapulta espinhenta e cheia de formigas. Cobrirei teu corpo com o mais puro e adocicado mel e soltarei abelhas raivosas em ti. Tuas chagas abrirão e arderás no flamejante fogo do inferno. Os insetos devorar-te-ão e então direi: aqui jaz um canalha, sem escrúpulos e que mereceu cada sofrimento. Foste mau, ingrato, injusto e parcial. É com tristeza que digo que ele não se arrependeu, mas minha alegria sobrepuja-se e vos digo que a humanidade terá mais um momento de paz, sem esse ser peçonhento e nocivo.
Agora sou eu quem apaga você.

Amém.
Lee Bueno
Enviado por Lee Bueno em 30/10/2007
Reeditado em 31/10/2007
Código do texto: T715811

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Sobre a autora
Lee Bueno
Estados Unidos, 33 anos
11 textos (1349 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 02:28)
Lee Bueno