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Minha Vida

Ah! Minha vida!
Quanto tempo se passou e eu dela quase nada sei.
Se não fossem os retratos que meus pais tiraram, as histórias que os parentes contaram tudo tinha se acabado, mesmo eu estando vivo e preparado para fazer parte da história que advir.
Não me recordo de uma época da minha vida que posso dizer que a partir dessa data lembro-me de tudo. Tenho lampejos de memórias, mas não tenho uma data exata. Parte da memória da minha infância está perdia.
Sei que não é possível lembrar-se de tudo que aconteceu na vida, mas sinto que um pedaço de mim se foi. Não é de carne nem de osso, mas deixou marcas profundas.
Pode parecer piegas, mas não é. Quem trocou minha primeira frauda? Quem fez a primeira mamadeira? Quem me ensinou jogar futebol? Quem foi comigo a escola no primeiro dia de aula? Estava de mão dadas ou não? Eu chorei na escola? Tive que voltar mais cedo?
Quantas dúvidas. Vou recorrer a minha mãe, mas certamente ela também se esqueceu de muitas coisas.
Dá mesma forma aconteceu na pré-adolescência e na adolescência. Muitas coisas ficaram no passado. De quem é a culpa. Minha ou do próprio ser humano que é assim, uns com pouca e outros com muita memória? Eu me classifico em qual das opções? Que todos os homens têm inteligência não tenho dúvida, mas quando o assunto é memória lembro-me do Anistiem e do analfabeto vendedor de amendoim na porta do estádio. O Anistiem de deve ganhar nos quesitos inteligência e memória, mas na hora de fazer contas ninguém passa para traz o vendedor de amendoins.
Veja!
Saímos do assunto, mas tudo isso é história que eu estava pronto para viver e nem imaginava.
O período universitário foi bom, fechei com chave de ouro. Mas muita coisa não me  lembro, principalmente à noite e os finais de semana. Algumas doses de álcool etílico não me deixam lembrar. Aí reconheço que é culpa minha e do álcool. Em represália e visando arquivar no meu cérebro o meu futuro ainda não vivido, parei de beber.
Agora que sou homem feito luto para que minha memória não se desfaleça com o tempo e me permita no futuro me permita contar histórias da minha vida aos meus filhos e netos. Infelizmente sei que muito do que viver daqui pra frente não me lembrarei. A vida é assim.
Ah! Minha vida!
Sou tão jovem e já perdi tantas coisas, muito alem de memórias que não voltam mais.
Nei Fernando
Enviado por Nei Fernando em 03/11/2007
Código do texto: T721240

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Sobre o autor
Nei Fernando
Andradina - São Paulo - Brasil, 10 anos
19 textos (362 leituras)
5 e-livros (2542 leituras)
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Nei Fernando