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O AMOR PREPONDERA

Quando a lua vai ao cinema de gravata
Sentando em poltronas com lavabo
Ao pé da falência se é enfiado à mofatra
O padrinho, o rato, a aversão do fato.

Novembro se faz baralho e espada
A jogar levedura nos olhos alheios
Não para o amor, que, com a luva se protege
Não pára o amor.

Tem-se escola que o amor se regenera
Aumenta em corpo, sofre ecdise e se remunera
Distante da praia, religiosamente às seis
O amor saca do bolso a canela e mergulha no chá.

Amorfo passado à sombra da mutamba
Fora só até a quinta série
Reluz ao alto formoso da cruz sacarina...
Não importa!
O amor é liso tal margarina.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 05/11/2007
Reeditado em 24/04/2008
Código do texto: T725029

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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Cesar Poletto