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FUI ARREBATADO PARA O PARAISO.

                 = 07/11/2007 =

 

 

 

Apologia à Deusa301.

 

 

 

O meu espírito, esse componente não-físico e muito sutil, eu sinto, agora está vivendo um frenesi de causar inveja aos anjos.

É que, uma deusa, e que deusa, cismou em me conduzir ao paraíso e lá, me brindou com os seus inebriantes beijos.

Santo Deus!

Há muito que eu não me sentia assim, levitando com os pés no chão e a alma bailando na indizível infinitude do benquerer.

Eu acho que se não nos tocássemos, seriamos arrebatados ou sugados por um portal de luz.

Ela me fez muito bem e, até deixou em mim, a doce impregnação do seu corpo perfumado de mulher, agora eu não sei, se foi de uma deusa ou de um anjo.

Cativante é o seu olhar, o seu corpo é um porto quente de carícias, prometeu me arrebatar em sua nave rumo a sua galáxia-pulsante, o seu coração rubro e palpitante de amor.

Agora passei a orbitar o seu coração e, a cada pulsar, mais aumenta em seu peito essa linda força gravitacional.

E assim, me sinto um elétron atraído pronto para provocar um doce choque e um colapso de amor, a estonteante entropia que fundirá as nossas almas.

Meu Deus!

Ela tem os olhos verdes de éter, talvez tenha trazido em suas íris, a sombra ou o dégradé lindo do arco-íris de Andrômeda.

Em meus sonhos ela sobrevoava linda e cheia de promessas, e agora, despojada da virtualidade dos sonhos se transformou numa doce realidade, encantada e totalmente possível.

O nosso primeiro encontro foi propiciado pelos deuses e, para que fossemos entronizados no mundo da magia e do encantamento, tínhamos durante a tarde, tão somente, a envolvência verde da mata, o murmúrio gostoso de um regato menino e as nossas mãos petaladas de carinhos.

Aquela brisa fresca da mata lá na serra, levou silente os nossos espíritos para o inescrutável norte, enquanto os nossos corpos trepidavam em frêmitos pelos desejos contidos.

Ah, minha menina fagueira de sorrisos vários, soubeste com a tua singela e meiga doçura, afastar da minha alma as sombras da desilusão.

Obrigado!

Já não me sinto mais esquecido e nem rejeitado, pois o verde éter dos teus lindos olhos me embriagou de muito benquerer e, nessa sensação provocada pela falta de equilíbrio dessa santa embriaguez, eu sinto que já estou me naufragando em teus lindos olhos.

Será um santo naufrágio!

 

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 08/11/2007
Código do texto: T728905
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira