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Na beira do São Francisco

Minha cabeça tá girando, gira, gira, em Giral dos Ponciano;
Os neurônios se partindo na beira do São Francisco;
Não tenho mais referência, o real me escapa, sigo maltrapilho;
Metafísica; patafísica, meu multiverso se estrapola;
Um jumento no relento e três cabras na degola;
Cansado de dilemas, vejo num grão de areia, um átomo invisível;
Me perco na relva de algibeira;
pupila dilatada, o desatino;
sem saídas ainda assim, abro um sorriso;
nesses canto esquecido;
Contemplo arribaçãs em meio a galhos retorcidos;
A imaginação me enebria e me toma os sentidos;
O coração vermelho balão bombeia o fluxo sanguíneo;
Injeta ânsias, sou um ser sem paz de alma corrompida;
Mergulhado em pensamentos na beira do velho chico;
Observo ao relento a vida que se imola;
Lançado na sarça ardente e condenado ao abismo.
Absalon
Enviado por Absalon em 13/11/2007
Reeditado em 04/01/2017
Código do texto: T734899
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Absalon
Palmas - Tocantins - Brasil
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