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AMOR E A CARRUAGEM DOS VENTOS

Litoral Sul do Brasil. Beira-mar. Algum frio e esparsas chuvas.

Neste toque de tempo e vida, a visita diária é o vento que cochicha nas frinchas e nos beirais das casas.

Seus humores escabelam flores primaveris em noviços jardins. Esbeltas folhas de palmeiras tamborilam nas ‘canoinhas’ de proteção do tronco.

Ao largo das areias, o renque de coqueiros parece um desfile de esguias garotas predispostas à estação do sol.

Em amorosa procissão, baços de maresia, olhos acesos e coração ajoelham-se no cruzeiro de velas, saudando Iemanjá e sua tribo.

Mágico é o movimento das pálpebras: a lua tímida é uma vírgula de prata soluçando triste no firmamento.

O amar sempre viaja na carruagem dos ventos.

– Do livro EU MENINO GRANDE, 2006/2008.
http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/738987
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 15/11/2007
Reeditado em 21/11/2009
Código do texto: T738987
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
2829 textos (765834 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 17:38)
Joaquim Moncks