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O PAÇO E O POÇO

EIS AS MÃOS,
EIS OS PÉS,
EIS O PASSO,
EIS O POÇO.
VELAS O DESGOSTO,
VÊ-LO EM AGOSTO.
AS BALAS NO CORPO SE PERDERAM,
VEJO OS ORIFÍCIOS .
PASSAM TODAS PARALELAS,CHEIAS,NEGRAS;
NENHUMA PEGOU NO TIROCÍNIO.
CROPOCÉFALOS SOLTAS NA CABEÇA
SANGRAM AS VELHAS HISTÓRIAS.
CORREM NAS VEIAS,A AREIA BRANCA.
VEIO DA MATRIZ,ESTRADAS MATRIX.
POR QUE NÃO TERMINA?
POR QUE NÃO CHEGA O FIM DA AGONIA?
AONDE ANDARÁ O TÚNEL DA CERTEZA?
AONDE NAVEGO E VOLTO INDEFESA?
MÃOS E PÉS ATROPELAM-SE.
NA AVENIDA NADO TOMADO DE HEROÍNA  E
NAS NÓDOAS VERDADES CLAREAM AS MENTIRAS,
DO SEGURO ,INSEGURO,
DO TRAMPO SEM RIMA,
DA DOR DA CEGUEIRA,
DO ÓDIO POSTO A MESA.
SÃO POUCOS,SÃO TANTOS,
IRMÃOS DA INCERTEZA.
SÃO CORPOS NO CHÃO ,
SÃO RUAS SEM FORMAS
E NOITES SANGRENTAS QUE CALAM A RAZÃO,
QUE GRITAM O DESEJO DO ASCO SEM MEDO.
SÃO TANTAS AS BALAS,NENHUMA ACERTOU,
NO SISTEMA MESQUINHO,NO BEIJO DA FACE,
NAS PORTAS FECHADAS,NO FRIO CORAÇÃO,
NO PASSO,NO LAÇO QUE PRENDE A NAÇÃO.
 

Ecila Yleus
Enviado por Ecila Yleus em 21/11/2007
Reeditado em 05/01/2008
Código do texto: T746844

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Sobre a autora
Ecila Yleus
Recife - Pernambuco - Brasil, 65 anos
328 textos (10454 leituras)
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Ecila Yleus