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BANHO E O DEPOIS

Não sei ver em tua pele algum sinal de amor. Perpassas em mim como algo secreto e o rito facial é triste. Os lábios mordidos não parecem predispostos ao beijo, à inocente folia do amar. À lâmpada azul, o corpo é todo de luz e sombras. Luze nos olhos o desejo como num vômito e a sensação de estar-não-estar traduz-se nos trejeitos de pernas e braços, tímidos. É este o aviso de quem cansou-se do amor de corpo. Luze a lâmpada sobre a cama.

– Do livro CONFESSIONÁRIO – Diálogos entre Prosa e Poesia / EU MENINO GRANDE. Porto Alegre: Alcance, 2008, p. 285.
http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/755046
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 27/11/2007
Reeditado em 30/06/2010
Código do texto: T755046
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 71 anos
2835 textos (766190 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/10/17 00:33)
Joaquim Moncks