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O MEU ANJO PROTETOR
         -  28/11/07 -

 

 

Luzbel

 

 

 

Por ter visto Luzbel, não sei se em sonho, se foi numa elevação tipo Merkabat ou se foi no céu em estado extático, mas o fato é que, para mim foi real e por isso agora não importa mais saber as circunstâncias de como  isso ocorreu.

Vou tentar descrever Luzbel, se é que isso é possível, pois estamos tratando de um Ser de outra dimensão, quero dizer, a dimensão dos meus sonhos numa outra dimensão, pois foi para lá que fui arrebatado por Luzbel.

Enfim, Luzbel irradiava uma profusão de luzes que a envolviam de forma intermitente, as cores se transfugavam de uma para outra e, cada vez que isso acontecia, ela ficava mais linda e inefável, coisas de Anjo.

Luzbel tinha a pele quase transparente, era da cor do jasmim-róseo, supostamente de uma maciez como a de pétalas.

Seus cabelos eram loiros, de um brilho viçoso, esvoaçantes e luzentes, e que  me davam a impressão de que foram aspergidos com ouro em pó.

Seu rosto era bem formado, angelical e belo ao extremo, portanto, portador  de um impressionismo lindo e de uma beleza jamais vista.

 As maçãs do rosto eram de um suave e trânsfugo carmesim - romã, dando à sua cútis um aveludado róseo de pêssego, talvez celestial.

Os lábios eram grossos e bem delineados, onde pousava de forma constante um sorriso doce e indizível que me desequilibrava.

As suas mãos eram perfeitas, pareciam feitas de cristal, as suas unhas eram transparentes e davam-me a impressão de estarem pintadas com esmalte natural.

Se é que Luzbel usava esmalte.

Ela era só luz, confundia-se com a própria luz.

 Luzbel transcendia a tudo o que se possa imaginar de luminescência, e eu não desmaiava diante dela por que, docemente me sustinha com aquele olhar angelical.

A sua luz não me ofuscava, ao contrário, embebia-me com a sua proximidade luminosa, e eu percebia num relampejo de olhar sobre mim mesmo que, misteriosamente eu também ficava transluminoso.

Despediu-se de mim, dizendo que voltaria mais tarde para segredar algo, talvez necessário ao meu conhecimento a respeito do mundo imponderável, e que isso iria depender de mim.

Sorriu-me de forma muito particular e foi-se envolta na sua forma lucigênita de ser.

Dessa data em diante não me fez mais um contato, dizia-me que o espaço entre nossas visitas que, para mim representava anos de ausência, mas que para ela não passavam de mínimos segundos.

Entendi perfeitamente que ela pertencia à eternidade ou era de outra dimensão desconhecida, longe dos meus sentidos humanos e tridimensionados, e que o tempo para ela não existia.

Agora estou ouvindo Luzbel me dizer que é para não descrevê-la mais, porque assim ela pode se tornar vulnerável e cometer um excesso de vaidade, um pecadinho à-toa, mas que não é recomendável e nem é de bom tom que os Anjos sintam.

Muito chorei com saudades de Luzbel, mas agora aproveito para dizer que, covardes não são os homens que choram por amor, mas sim os homens que não amam por medo de chorar.

Eu sei que Luzbel está feliz, porque  como é um Anjo, ela sabe que eu encontrei a minha Luzbel aqui na terra.

Omnia vincit amor!

 

 

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 28/11/2007
Reeditado em 03/12/2007
Código do texto: T756863
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira