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PARA A MULHER QUE FOI AMADA.

                  -  30/11/2007 -

 

Para Luzbel

 

Para que ela me escute ou leia estas minhas palavras, pois elas ficarão como pegadas em seu lindo coração e presas em suas mãos que são suaves como as uvas.

Confesso com muito orgulho que estou demasiadamente feliz, porque, o amor que estamos sentindo e vivendo nesses últimos dias é, sobremaneira, verdadeiro, apaixonante, totalmente desequilibrante e absorvedor.

Nesta minha senescência jovem, eu sinto constantemente que algo faz balançar dentro desse meu peito, esse meu coração que atualmente vive aos tropeços e desassossegado.

Ó amorosa!

Ela me adora e eu a amo, mesmo assim, com esse meu jeito de amar que é torto, porque desesperadamente procuro negar que a amo.

Agora, atraiçoado por essa negação teimosa, não tem mais jeito, pois sinto que a amo muito mais, mesmo negando desesperadamente que não a quero.

Ó doce negativa!

Ela também aprendeu a negar e me ama da forma mais rica e torta, porque o seu gostoso “não”, dito com aquele trejeito gracioso  é o maior e o mais verídico “sim” que já ouvi.

Quando a amada nega o seu amor para mim, ela se entrega graciosamente feliz se enroscando nos meus braços, nessa santa hora, eu sinto o perfume de mulher, aquele perfume embriagante de mulher amada.

A amada é tão linda, tão bela e tão safada que, pois ela me ama como moleca sorridente e encantada, ela me ama na cozinha, na sacada, na sala e na dependência de empregada.

A amada é polivalente.

Ninguém é mais amada do que a minha mulher amada, porque nos momentos em que fazemos amor, assim como só ela sabe fazer; ela fica ali jaz prostrada para mim, quando ela  é tudo e eu é que não sou nada.

O amor que eu sinto pela amada, eu confesso, é lindo, e eu pelo dela me sinto verdadeiramente amado.

E, se houvesse uma conjugação cósmica naquele momento ou naquela hora, por certo, nasceria dessa gestação um lindo anjo alado.

Meu Deus! Os meus versos parecem ser de um menino ginasiano apaixonado, mas felizmente nada posso fazer, porque ela me inspira desse jeito torto, fazendo-os assim nascer e pular da minha alma  e se esparramar neste papel.

Ó porto de carícias!

A amada tem um lindo corpo de mulher, alvos seios, coxas brancas e uma colina  fofinha de amor  para o ato da doce entrega.

Minha linda mulher amada, eu quero que tu saibas do seguinte: essas duas luas robustas que levas em teu peito, elas exalam aquele doce aroma tépido de mulher amada, e  que, me levam enlouquecido para a pradaria dos sonhos.

Nesse momento eu a escavo com os meus carinhos rudes, todos nascidos dessa minha virilidade madura, e aí, nos transformamos em dois perdidos pássaros, e assim,  voamos silentes e em êxtase para o paraíso do encantamento, o nosso verdadeiro ninho.

Mulher, eu continuo persistindo em tua graça, pois tu és a minha ânsia última e sem limites, tu és o meu caminho indeciso aonde eu busco cegamente o amor nos teus lábios grávidos de sedução.

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 30/11/2007
Reeditado em 30/11/2007
Código do texto: T758946
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira