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INTEMPÉRIES DA VIDA.

Não, não foi um bom dia!
Àquela claridade rósea que a este ilumina o céu
Por detrás das nuvens carregadas, escuras como breu.
Inibida não apareceu!

Assenhoreando-se desse dia um imenso pesar.
No qual até mesmo, as nuvens, sem agüentar se despejaram.
Como se chorassem todas as minhas lágrimas, por mim!

No pude como a aurora me inibir.
Pelos corredores, dos quais não consigo lembrar a cor,
Segui a maca onde era carregado um pedaço de mim.

Pelos cômodos um cheiro de éter a se espargir.
Lá fora a chuva no seu soluçar continuo por mim a chorar.
Eu com todo o pretérito presente, perguntando-me os porquês!

Em toda a sua plenitude, não foi um bom dia!
Entardeceu, e, até então se via nuvens carregadas lá fora.
Numa mesma perspectiva, talvez, tivessem ainda muito por mim a chorar.

Eu, ali sem opção!
Porque numa UTI entre tantos coibires, também, é proibido chorar.
Tal qual àquelas nuvens carregadas,  o meu espírito pesado pelo sofrimento da hora.
 
Já sem agüentar as lágrimas que ameaçavam se derramar.
Torrencial, o meu pranto, nestas letras deixei se precipitar.
Igualmente a chuva me lavou o rosto, me aliviando, àquele pesar.

Anoiteceu, todo o tempo encharcado e frio!
Minha alma envolta pelas tristezas do dia, intempéries, da vida.
Contudo o meu coração acalentando a esperança de um amanhã reluzente.

Hoje o céu está claro
Meu peito mais aliviado
Na UTI, seguem, as sanções.
Nos corações, ali, ritmos diversos.
Igual às letras ao darem vida as suas composições.
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 04/12/2007
Reeditado em 06/12/2007
Código do texto: T764303

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 52 anos
486 textos (16557 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 02:20)
Cláudia Célia Lima do Nascimento