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QUANDO SERÁ?


Senhor, quando vai ser, mesmo?
Cartas marcadas, todas
É tudo muito incerto, neste jogo!
Vivo como uma inocente criança
Quando partir, juro que de nada sabia!
Como seria, se de tudo soubesse?
Era um tal de pedir pra ficar
Pra ver segundo tempo
Tempo melhor, que tenderia a piorar
A partida teria um péssimo placar contra mim
Mesmo assim gostaria de ficar mais um pouquinho
Bom que seja o último a saber!


Mas por que falar deste assunto, agora?
Sinto que é assunto pra lá de atual
Leio jornal, assisto tv: só gente passando
Para o outro lado - Passam infantes, jovens, velhos
E o meu dever de casa, como ficará, se não fizer?
A minha prestação de contas me deixa mal com o Tribunal
Como aquele soberano que foi notificado a se preparar
Colocar a casa em casa em ordem e só depois, partir
Se borrou todo e conseguiu ficar mais uns tempinhos por misericórdia
Cara meio mole! Mas não sei quando chegar a minha vez...
A ordem do Senhor deste rei era:
Põe em ordem a tua casa, pois num dia destes certamente morrerás!

Sobradinho-DF,                                        05/12/07      
abello
Enviado por abello em 06/12/2007
Reeditado em 10/12/2007
Código do texto: T766644
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
abello
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 75 anos
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abello