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Entre a lua e o sol / Reconstrução


Entre a lua e o sol



A vida festeja o raiar do sol
Que todos os dias nos brindam com sua luz.
Festeja com a lua que sede passagem junto com as estrelas
Para que você no seu despertar note que mais uma vez
Deve estar pronto para recomeçar.

O dia segue uma trilha
Que todos ou poucos percebem onde está,
Mas nem por isso ele deixa de brilhar.
A vida passa com você a carregar
E a sua injustiça não permite enxergar o quanto és injusta
Não só consigo mesmo, mas com todos
Que ao seu redor está.

A noite vem chegando percebendo
Que o dia não foi suficiente para você notar
Que mais uma vez você pouco ou nada produziu


Por se recusar a olhar para dentro de si mesma
E notar o quão amarga está e o quanto lhe falta
Para o seu irmão enxergar.

Assim o brilho, das estrelas,
Que são muitas resolveu se juntar.
Para com um só brilho lhe mostrar que com solidariedade
Todos são capazes de saltar da magia
Da preguiça para todos ajudar.
É esta a função do sol e da lua
Que divide o dia em duas partes
Na esperança de lhe salvar.

Tome conta de sua missão
E não deixe para depois simplesmente
Porque entre o sol e a lua tem vidas a salvar.
A sua como é ímpar encontrará o seu par
Que somadas a tantas outras o planeta pode salvar.




Reconstrução.


A primavera está no auge
Você a despedaçar a beleza das flores,
Pois não as vêem como sua extensão.
Segue um caminho que poucos conhecem
E que não tem acrescentado nada em lugar algum.
Mesmo assim você se sente o maior dos maiores
Fingindo que não está ciente que uma vida vai sendo Jogada fora como tem desfeito de todos os cigarros
 Que mergulham nas sarjetas das principais ruas
No momento em que um ônibus chega ao ponto solicitado.

A estação das flores observa cada um de seus gestos
E não se conforma com a sua atitude desastrosa.
A mãe natureza segue detalhando cada minuto
De sua trajetória e observa cada despetalar desta uma flor,
Pois só você ainda não percebeu que és parte integrante
De um belo jardim e todas as manhãs o orvalho rega
Todos com a mesma intensidade de outrora.
Mesmo assim, você não se deu conta que três décadas
Passaram-se, três filhos te orgulharam
E você ainda não os notou.
Mesmo assim a primavera está te contemplando
Derramando sua beleza, seu odor dos mais diversos,
Encantando paisagens que você insiste em não ver.

Uma família você tem, mas se nega aceitar.
Amigos poucos, porém verdadeiros, mas você todos os dias Opta por outros que os bares lhe apresentam.
Desta forma família e verdadeiros amigos já não
Contemplam mais as suas primaveras,
Visto que você não permite mais.

Em sua festa apenas alguns pares a exemplo:
Copos com cervejas, cigarros e bate-papos banais,
Truco com perdas do pouco que ainda possui,
E no final do dia já é normal o escorraçar dos bares.
Você a bailar em ruas escuras sem ter um único par.
Encerrando a noite para não dizer ao amanhecer do dia
A boca amarga e um fígado a estourar.
Sem contar que muitas vezes a polícia a te procurar
Porque bagunça cometeste sem se quer notar.
Primavera aquela que um dia levou você ao altar
Sendo ela a distante de tantas primas com você a brincar.
Verás que hoje no momento de sobriedade
Outras primaveras vão chegar e passarão despercebidas
Porque você estará preso às bebidas.

O tempo com certeza é inexorável e marcas são provas
Das construções ou desconstruções de cada um.
Permita-nos o direito de não vê-lo mais se destruindo.
Dê a você mesmo o prêmio de observar cada manhã
E com ela delirar com as estações do ano
Que nos contemplam.
Você sempre foi importante para alguém,
Mas hoje deixou de sê-lo para você mesmo
Autor responsável pelo valor que a vida tem a você.
Olhe para trás, veja o que conquistou.
Observe o hoje e note o que está destruindo
E verifique o quanto ainda você pode conquistar.
Não negue a ti o direito ao respeito, ao amor de todos.
E acima de tudo olhe para dentro de ti
E veja quantas primaveras tem dentro de você.
Desabroche-as, porque jardins você já tem.
Falta-lhe apenas resgatar um novo olhar
Carregado de motivação, amor próprio,
Pautado na reconstrução de si mesmo.

Aqui você sabe que pode se banhar no mar da confiança,
Pois seus filhos estão todos a lhe esperar para o primeiro
Abraço lhe dar na certeza que és forte para continuar
Uma trajetória com brilho próprio sem medo de errar.
O ontem ficou como experiência de uma fase não salutar.
Mas o hoje é um presente que com todos deve desfrutar.
Somos nós os seus filhos que pedimos um presente,
Sendo este o único de real valor, pai volte para o seu lugar.





menina
Enviado por menina em 27/11/2005
Código do texto: T77264
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Sobre a autora
menina
São Paulo - São Paulo - Brasil, 60 anos
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