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quero, quero, quero...

Quero o riso que trazes submerso e escondes entre a gola desse casacão onde te ocultas e proteges da noite fria que te enregela o corpo.

Quero olhar-te de cima a baixo e ver esse corpo de ninfa onde a beleza se descobre nos verões do meu calor.

Quero, sem teias rigidas da palavra, escrever sobre ti e em cada definição ser a identidade completa do que vejo, do que cobiço, do que aprecio, do que amo e quero.

Quero quebrar o silêncio e dar mobilidade a cada gesto, para que vejas em mim o homem sem máscara, vivido por caprichos, envelhecido por muitos outonos.

Quero que saibas, que tenhas a certeza que a porta transparente por onde entro,é a mesma por onde
sairemos de expectativas consumadas.

Quero que na arquitectura do nosso "eu" sejamos um altar de pedra onde, faremos nossas juras, cumprindo nossas promessas.

Quero, porque querer é poder, ser os olhos que te iluminam a noite, que te norteiam o dia e que zelam pelos passos do  nosso caminho.

Quero e quero-te, na certeza de ninguém ama e festeja a vida na penumbra do silêncio.




João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 29/11/2005
Reeditado em 24/12/2005
Código do texto: T78470

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Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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João Videira Santos