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AMÉRICA LATINDO.

AMÉRICA LATINDO.
I
Minha América latina,
Hoje eu vim chorar tuas lágrimas,
E compartilhar tua tristeza.
Quando olho teu povo,
Sofrendo na miséria,
Eu pergunto: Por que tanta humilhação?
Quantas famílias carentes,
Passando necessidade,
Sem ter onde trabalhar!
II
Quantos sem ter moradia,
Vivendo de bico, como se fossem patos!
Sim, patos latinos, porque muitas vezes,
É do lixão que o sustento é tirado,
Porque são obrigados pela própria circunstância!
Muitos, minha América Latina, não têm água,
Não têm eletricidade, não têm saneamento básico,
E o teu povo sofre, tolera a injustiça social,
É marginalizado, discriminado,
Chamado de raça imunda, laia nojenta!
III
Ah! Minha América, o teu povo está faminto,
Falta-lhe o pão de cada dia em suas mesas,
Falta-lhe o lazer, escolarização, educação, segurança!
É explorado, escravizado, não têm dinheiro,
Vive aperreado, apertado,
Que nem sovaco de aleijado na muleta!
Ah! Minha América, até quando o teu povo,
Morrerá a mingua? Na miséria?
Na opressão, no opróbrio?
Até quando o teu povo viverá subnutrido?
IV
Almoça-se, mas não janta, se janta não almoça,
Não há uma merenda, e quando há, não satisfaz!
Ah! Minha América, como é triste o teu dia-a-dia!
Como é triste a tua noite-a-noite!
Muitas vezes, teus moradores ficam a mercê da chuva,
do frio, e do sereno,
Serão porventura indignos de possuir um lençol?
Quantos não dormem na palha, sem um cobertor,
Sem ter um colchão?
Ah! Minha América, até quando será favela?
V
Suas casas, sem cômodos, nem conforto,
Não se sabe se o quarto é sala ou cozinha,
Pois não há móveis, só sucatas!
Não sabe que muitos deles,
Vivem como num chiqueiro,
Dormindo perto dos porcos?
VI
Oh, minha América, como posso esconder meu rosto,
Se todos conhecem minha cara?
E assim, vou levando a vida,
Como um “cão sem dono!”.
Sou americano latino, sou latino-americano,
E como latino, vou latindo, latindo,
Latino latindo, latindo latino!
Nesta “vida de cachorro!”


Direitos autorais reservados!




Malume
Enviado por Malume em 05/12/2005
Reeditado em 17/10/2006
Código do texto: T81088
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Sobre o autor
Malume
Fortaleza - Ceará - Brasil
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