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para a Ruth

subi a montanhas e bati a portas do imaginário na tentativa de romper cortinas de indiferença.

redescobri, no tumulto, as luzes que incendiaram o breu e plantei as àrvores que na primavera germinaram os frutos da inteligência.

abri leques de ternura, percorri secretos anseios e, nos verdes da vontade, debitei palavras no espanto de quem as leu.

expus os nús de mim, as gotas sanguinárias e, quando dei pela ninfa dos olhares, ela jazia na sua impavidez expectante.

ouvi ruídos, lamúrias de tempos e quando se abriu de si, mostrou a determinação, onde comia as negras côdeas do
do seu pão.

do meu canto foi feita canção e das montanhas imensas fez-se descer o planalto das emoções.

da voz que espalhei, em ecos distantes, das mãos que tomaram o fruto, resta uma capa azul onde as esquinas dormitam e a efeméride guarda o tempo.

nas torres que a tempestade sobe, sopram ventos e uivam  razões que o homem humilha nos tumulos do silêncio.

...E tu, no significado hebreu de "vizinha,amiga" ou na versão por metáfora de "acumulada de bens", cavalgando o robusto alazão de nervo, és o equilibrio que ameaça a eloquência e desterra a comodidade.

( ... na surpresa da voz, que se afirma, na liberdade que aviva o projecto. )
João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 05/12/2005
Reeditado em 05/12/2005
Código do texto: T81201

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Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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João Videira Santos