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às vezes

às vezes, escuto o barulho dos carros, tal como ouvia quando
habitava aquela sala de futuros. cheiro os objectos mais antigos,
o momento já foi vivido, proliferam tulipas de morte.

certas vezes, quando tais vezes se deixam ir, o ruído de fundo
perpassa a memória; e o feed-back da linguagem.
então, as meias-horas embalam a magia da montanha.
e vibram cântaros molhados de terra.

às vezes, meu deus, tantas vezes, somos feridos impunemente
quando a luz não se acende
e os ódios sorriem
e a máscara
apodrece
apertando
a
mão
vazia.

são marcos (setembro de 2001)
Nuno Trinta de Sá
Enviado por Nuno Trinta de Sá em 28/12/2005
Código do texto: T91478
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Sobre o autor
Nuno Trinta de Sá
Portugal, 43 anos
73 textos (1677 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:48)