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diário secreto de um vagabundo

guerrilheiro da areia, o café foi de férias, os olhares trocam cinismos;
e, nessa tarde, recordei, assustado, as coincidências
da intuição:
depois da guerra da tribo, podermos usufruir do cheiro
das azedas.

somos ilha aérea em solo de barro, grãos de células, vegetais, sonhos;
eles, a sedas italianas e prazeres de leste vários,
não conseguem arrotar no passeio das viúvas, brócolos vedados a molho branco, soja e frustração.

somos tambores e hi-fi sofisticado, alquimia dos bill gates da renúncia. e: pedaços de carne, suja, viva de sangue
e vermelho, doenças, drogas variadas e maleitas no olhar (queimado das gravatas pirosas).

fugimos de polícias e de cartões e de entidades,
mas não discutimos a beleza do que se anuncia
(em partículas de viagem). há alentejos por descobrir
no vaivém dos andarilhos, terminámos a tarde a olhar dentro
e anunciámos a rua das árvores novas.

são marcos (1 de agosto de 2001)
Nuno Trinta de Sá
Enviado por Nuno Trinta de Sá em 28/12/2005
Código do texto: T91487
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Sobre o autor
Nuno Trinta de Sá
Portugal, 43 anos
73 textos (1677 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 06:46)