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DESERÇÃO

Está deserto meu coração. Migrou o vento das paixões e do
prazer, para dar lugar a tempestade do vazio existencial da
dúvida e da solidão que,confrange e dizima decantados sonhos
e planos.

Faz-se torturante silêncio em minh'alma, ainda sob o guante
do inesperado adeus de Lana.Por isto, meu coração jaz inerte
e frio no indesejado sono dos rejeitados. O destino, às vezes, poupa-nos de cruciante sofrimento, aplicando-nos
impiedoso tributo de clausura e tristeza, em detrimento da
liberdade e da felicidade.

Como eterno passageiro do Tempo, que sou, curvo-me ante ao
Magnânimo e lanço surdo e angustiado grito, no afã de
resgatar de vez, lídimos laços de reconciliação e paz.

PROCURA-SE: jovem bela, no explendor da vida, desaparece furtivamente levando sonhos, esperanças e principalmente um coração que não lhe pertence. Se alguém souber notícias, rogo informar-me através das linhas arteriais e coronárias de um peito que, há muito, desafia a vida...
e a lógica do amor.
jray
Enviado por jray em 02/01/2006
Reeditado em 29/08/2009
Código do texto: T93550
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Sobre o autor
jray
Três Rios - Rio de Janeiro - Brasil, 75 anos
144 textos (5871 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 13:03)