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Pontas quebradas

Ontem, nossas mãos preocupadas em não se perderem,
Acabaram esquecendo o que fazer
E só hoje percebi o quanto são breves
Nossos momentos de loucura.
São pontas quebradas, que terminam nossas
Noites de mau êxito,
Sem saber que a cada dia
Morre um pouco do nosso amor.
E o mal é saber que como um carma saciado
No final da loucura,
Cada grão, cada chão, cada pedaço de ternura
Podia tão facilmente me fazer feliz (e pode).
Ser poeta parece uma dúvida
Parece saber demais.
Deixe que eu seja exatamente igual
Ao mais simples dos simples
Pois, sem simplicidade, não há poesia.
Nem há a morte
Há apenas a vida que a maioria não percebe.

Sérgio Corrêa
Enviado por Sérgio Corrêa em 03/01/2006
Código do texto: T93826
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Sobre o autor
Sérgio Corrêa
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
68 textos (1745 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 12:50)
Sérgio Corrêa