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Poema sacana

Enquanto vivo ouço os passos da morte atrás de mim, esperando o tempo todo a hora de chegar meu fim.
Meus amigos, estranhos amigos, morrem na frente, como pode, Deus, ser tão cruel com a gente?
Cada caminhada, às vezes curta demais, ignoram o momento raro, mas a morte, me segue pelo faro.
Pedi à Deus, o grande Criador que me deixasse viver, e ele me disse sorrindo: “- Dessa piada não vou esquecer!”
Fui na igreja, a casa do Senhor, fui pra macumba me limpar, mas até o pai - de -santo teve vontade de gargalhar!
Fiz um despacho, comida pra santo, com vela, cachaça e patuá, mas o danado do Exu (que droga!) não quis aceitar!
Subi a escadaria da Penha, 365 degraus, faltando um pra chegar, com o joelho inchado, comecei à rolar.
Faltava o Redentor, o Cristo de braços abertos, onde se via a zona sul, pedi que me salvasse e ele me mandou...

Sérgio Corrêa
Enviado por Sérgio Corrêa em 03/01/2006
Código do texto: T93877
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Sobre o autor
Sérgio Corrêa
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
68 textos (1745 leituras)
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Sérgio Corrêa